quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

TU

Tu
meu silêncio
timbrado de negro
meu brado
pedra de ninguém
eu minha vida
meu canto
minha sombra
Sol que não via
verdade e noite escura
onde o luar
não aluava
transparências de maresia
ou mar alto
que me vestia
teus olhos boca minha
onde não mentia
planalto ou planicie
eu ceara madura
milho rei
que destronava
e o vento.....e o vento....
que passou já cansado e lento
e nos destronou ...neste lamento..