A mala
espera
espera-me sempre
quieta calada
nunca cansada
Onde a alma
Onde o amor
que ela levava !
Na mala meti tantas vezes fatos
que nunca vesti !
e suspiros de açúcar !
e anaguas de rendas !
echarpes de penas que se colavam ao batom !
e a boca macia
e o corpo delgado
e o chapéu alado
e a rosa de peito
e liquefeito o desejo
de me dar
Ruas onde me plantei
e colhi....
Guaritas onde dormi
com homens que já não sei
Altares de lençóis
que incendiei
A mala ficava segura e calada !
Esperava !
Nela estava tudo !
a estrada...
o alcatrão negro
As margens dos rios a espuma das praias
Era a alma de neve...
o sangue que ferve
a porta e a áldraba
A mala ficava e ficou
no porão do amor
no tempo em que te amei
....tudo eu amava !
Onde ? já não sei....
espera-me sempre
quieta calada
nunca cansada
Onde a alma
Onde o amor
que ela levava !
Na mala meti tantas vezes fatos
que nunca vesti !
e suspiros de açúcar !
e anaguas de rendas !
echarpes de penas que se colavam ao batom !
e a boca macia
e o corpo delgado
e o chapéu alado
e a rosa de peito
e liquefeito o desejo
de me dar
Ruas onde me plantei
e colhi....
Guaritas onde dormi
com homens que já não sei
Altares de lençóis
que incendiei
A mala ficava segura e calada !
Esperava !
Nela estava tudo !
a estrada...
o alcatrão negro
As margens dos rios a espuma das praias
Era a alma de neve...
o sangue que ferve
a porta e a áldraba
A mala ficava e ficou
no porão do amor
no tempo em que te amei
....tudo eu amava !
Onde ? já não sei....
Margarida Cimbolini
