quarta-feira, 25 de novembro de 2015

VIDEO DAS CARTAS DE AMOR

APRESENTAÇÃO DO LIVRO ,,CARTAS  DE AMOR,,

ANTIGAMENTE

ANTIGAMENTE
Cartas de amor...quem as não tem...e era assim ! as pessoas antigamente
escreviam cartas ,postais enfim escreviam.....pegavam numa folha de papel
e escreviam ...melhor ou pior cada um punha no papel o seu sentir..dobravam muito bem a sua folhinha punham no subscrito e enviavam !
E que magia enorme tinham essas cartas de amor ou de saudade ,um simples trocar de ideias ...................... uma forma por certo inteligente de comunicar................quantas noivas ficavam esperando as cartas dos seus amados....quantas mães sonhavam com a missiva do seu filho.
A carta vivia semeava risos soltava uma lágrima ....tinha cheiro...tinha textura levava o selo do amor ,do desalento ou da raiva crescia nas palavras ..tomava forma ..ganhava dimensão...era importante as palavras fendiam o papel em cascatas...em dilúvio de sentimentos .Cada carta continha a poesia da intimidade de cada um que através do papel se revelava ao outro.
Inúmeras as cartas que se tornaram célebres como verdadeiras obras de arte....todos os poetas escreveram e receberam cartas....todos nós já sentimos o prazer a magia de uma carta...mesmo assim deixá-mos isso....poucos hoje em dia se dão ao trabalho de escrever uma carta a alguém.....
Pois então amigos porque não experimentam escrever uma carta de amor de amizade ou simplesmente de carinho alguém...
E se não tiverem a quem escrever escrevam a vocês próprios......escrevam...escrevam e escrevam até que os dedos vos doam...e que nada vos diga o que escrever....
Neste pequeno e despretensioso livrinho a que chamei ,,Cartas de Amor,,eu compilei cinquenta dessas descargas de alma a que chamei cartas .........
Façam-me o favor de as ler e de escrever pelo menos uma carta a alguém até ao dia 3 de Dezembro....data em que vou expor todo o livro aqui no meu mural para aqueles que tiverem a paciência de o ler.....Escrevam amigos..vale a pena..
Margarida Cimbolini

CORPO MEU

corpo meu
neste meu corpo semeio ameias
semeio historias... tardes de luar
onde a lua cheia se esconde
só para me beijar
no meu corpo dorso
dorso de longo corpo deitado
entre o céu
e as fornalhas do mal
eu guardo pecados de amor salteados
entre o meu ser desigual
conto mil corpos no corpo
pesados cansados cheios de sal
conto tridentes brilhantes pingentes
e uma luz eterna e irreal
quando saio do corpo
corpo sem dorso e sem animal
então eu olho o meu corpo
nem vivo nem morto
só corpo
carne corpo sangue corpo
corpo com bocas abertas
que sangram
buracos que expelem mucos
cabelos. dentes. unhas. ossos com ossos.
e quero outro corpo
carcaça nova e bela mas igual
pois corpo é corpo
come ...bebe ...sua..nasce cresce mingua
morre e cheira mal

HABÍTO

Habito
Nas manhãs frescas
nascidas nas pontas do luar
Nas manhãs lavadas
pelas chuvas de Novembro
Venho das noites
Filha das trevas irmã da lua
Piso descalça as folhas da terra
Tremo da luz destas manhãs
Crua é esta luz
. piscam.
os meus olhos assustados
Assim me obrigo ao dia! Saí agora do ventre da
vida
sossobro nesta claridade sem véus
, velarei .
A noite virá por mim!
Margarida Cimbolini

INCENDEIO

Incendeio
as matas verdes e floridas
pranteio os meus prantos
procuro nos recantos
essa terra tão prometida
e prantos encontro
sem ouvir a voz da vida
cansada está a alma
das papoulas cor de sangue
o mar enche -se de nuvens
no céu o azul esmorece
e em mim chovem presságios
de poetas amados
de versos em postigos
de sombras de angústias antigas
,de teias.. de tempos
que a terra tece
das mil e vãs quimeras
em que o coração padece
Margarida Cimbolini

ÉA HORA

É a hora
Um sorriso no ar
Um vento a soprar
Menos que vento 
uma brisa a levantar
Um raio de Sol
já raiado de luar...
Em Lisboa uma andorinha
............ voa mais alto
e nas ruas um rumor
um rumor de sobressalto
Portugal o meu país..
tem a bandeira hasteada
e foi dizer ao mar alto
que outra vida começava!
Vi um cravo e uma rosa
a dançar no meu Jardim
E quem por ali.passava
sentia um cheiro a jasmim!
Outrora dançou um cravo ......
...........e dançou a liberdade!
Que começe vida nova
meu Portugal de verdade!

PESSOAS

Pessoas
Pessoas que em mim tocam
e que ficam
fazem parte de mim
tatuadas no meu coração
tantas vezes por elas
morri
egocêntricas memórias
que me beijam e me flagelam
por minhas mãos teço silícios
marcas indeléveis dentro de mim
romarias de eus
que tem morada aqui
nesta frágil existência
onde...cansada me anulo
fecho portas e janelas
mas como impedir a entrada
a quem vive dentro delas!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ALÉM

além dos meus olhos
tudo
mundos, universos de ilusão
gentes ,espíritos ,mentes
tantos que não lhes sei a dimensão
mares ,marés,marinheiros e maresias
tudo o que é humanidade
além dos meus olhos
.minhas fantasias.
a guerra,a fome a escuridão
o amor ,o ódio ,a amizade
e para além disso
tantas crenças, religiões, feitiços ,magias
além dos meus olhos
planícies ,montes .verdes de prazer
o sol ,a lua,astros desconhecidos, criações
e países ,cidades vilas e aldeias...
multidões gente que morre, gente a nascer
e o amor... fecundo ,,,,,força da alma
além dos meus olhos
tudo
a alma ,o coração o sentido de viver
além destes meus olhos..... por mim, por cada um..
por ti ,por todos vejo duas grossas lágrimas a correr....

BARCA BELA

barca bela
um anjo vai nela
um anjo mais eu
o vento a leva
o mar nela encerra
os segredos meus
barca bela
não queiras amarras
voarás tendo asas
num sonho de deus
faz-te ao mar
ao mar alto
num ressalto
o mar será teu
vou contigo
penas de anjo são desejos
de subir até ao ceú
barca bela nem ancora nem remo
...........tu. ...o mar e eu a onda enrola um beijo terno...

CHAMA-ME

chama.me e lê-me poesia
não me fales dos actos
nem dos artefactos
do estado do governo
de como vai o mundo
das tuas dores
dos nossos amores
nem de cantorias
chama-me e lê-me poesia
daí vem todo o meu sustento
d,isso me alimento
diz-me essa toada antiga
que recitas como a vida
dá-me essa emoção primeira
a única mais viva que eu
que me enobrece e me torna felina
onde sou mulher e rainha e serva
e me faz suster o fôlego
de onde me cai o pão a paz e o sossego
que me embriaga e me tira o medo
chama-me e diz-me poesia
só ...musical e cantante viva inusitada errada e errante
sitio amado e amante onde lobrigo
esses poetas que viveram como setas
seres de almas brilhantes
que vivem em mim
e de longe me crivam de flechas
meu amor ,,,,meu amigo chama-me e lê-me poesia...

IR

Ir
Ir para longe de mim
não ser isto
ou aquilo
Ser o que sou enfim
,,,,sem impossíveis
,,,,,,sem pensamento
Fluir como o vento
Ser talvez água em fonte
Lago em movimento
Esquecer por um segundo o momento..
Lamento e não sei o que lamento
Quero apenas...nem tento
Busco errado sustento
Nesta frágil forma de vida
Tímida perante o mal
Calada estátua de sal
Mergulho neste poço lento e sujo
Onde não pertenço...
Serei ave doutro mundo
Ilusão ou realidade
É assim me atormento e confundo
É me escondo assustada,,,,,,louca de fragilidade...

fins de OUTONO

Fins de Outono 
Outono quente e seco..
O meu voo é baixo
O corpo geme baixinho
Vidas passadas regorgitam
Estalam as articulações
Folhas secas pedem amor
As palavras queimam
São por vezes tão vãs
Está a candeia cansada
Está o azeite gasto..
Tenho saudades da lua
O mar não me responde
Os cucos escondem se de mim
Avista -se o fim do ano
O Natal já chama as memórias..
Tempestade levaria as mágoas mortas
Mas reina a calmaria!
Onde estão as papoulas?
Já não há papoulas e os trevos tem folhas a mais.....
Margarida Cimbolini

SER

ser
.a alegria e a dor são constantes.
nesta ponte entre o finito e o infinito
a que chamo ser
.eu sou a variável...
é essa a minha condição e através dela
me ligo a essa ponte em que tenho de ir ao fundo
.impossível sair a meio.
.agora é o momento.
. no agora tenho Paz.
do agora extraio essa estranha plenitude onde sou
o futuro no momento de agora
só me garante a respiração
através dela sou antes e depois
no intransponível agora
o agora faz-me sofrer
quero apanhá lo apalpá-lo comê-lo
atrás de mim vem o passado
garras afiadas e estendidas
raiva enorme mágoa disforme
.além está o que não existe .
.o futuro onde já quero prever alegria e dor..
.mal aguento esta fragilidade .
a que posso chamar medo
ilusão gananciosa de gente
é afinal isto a mente..

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A NOIVA

a noiva
não ia triste nem alegre
nem bonita nem feia
serena conformada composta e vaga
olhos negros sem fulgor
grossa sobrancelha virgem
a boca não violada não sorria
..........guardava............
pele morena cheia de sol tisnada
robusta ,corpo de campo e de serra
consigo a terra levava
pobre da noiva ramo de urze orvalhada
do amor sabia pouco
.o campo esses verdes desiguais.
via o amor nos animais ,quando o cio chegava
a vaca ia ao boi....
o galo cantava,a noiva rolava na palha
do amor sabia que na vida procriava
e por ali estava de corpo frio o olhar vago
e nem um pensamento,,,,um porquê..
.era a vida nascera ,e agora casava.
teria filhos,teria aquele homem na cama na mesa
.paria ,lavava, cosia ,seria coisa dada
e nem uma chama acesa......casava.....
.....noiva de nada.....
cerrou mais o cenho, olhou o padre ..
o noivo desconhecido ia.... andava também parado
casamento do diabo,,,,castrado,nem uma lágrima..
cenário surreal era o pai que a entregava.....
casou a noiva,,,correu a vida nasceram filhos....
já o homem lento marrava...........
morreu a noiva.....mãe ...mulher...avó tanto e nada..
e na igreja o mesmo sino tocava......

GUERRA

guerra -------
-------------------------------------- 15-11 2015
dias tristes
pesados de más novas
pasto de chamas
e o sono
dormir
esconder a cabeça nas mãos
o sangue
lágrimas almas há solta
desordenadas
procuram caminho
a terra aberta ,peitos abertos
no solo
a morte....multidão na morte
todos são enorme singular
a todos chega ocupa o seu espaço
instala-se
vem de repente sem sinais
sinal sempre aberto
a torre que tomba nas profecias
e dói
os eus baralhados gritam nomes
memórias surgem
é a guerra
a guerra de quem já não vive
fanáticos objectivos comem corpos
e o sono
cala a poesia
a compaixão vence
. a grande vala aberta.
vai desvanecer-se
mas a alma memória indelével da fé será procura até há LUZ.

IR

Ir
Ir para longe de mim
não ser isto
ou aquilo
Ser o que sou enfim
,,,,sem impossíveis
,,,,,,sem pensamento
Fluir como o vento
Ser talvez água em fonte
Lago em movimento
Esquecer por um segundo o momento..
Lamento e não sei o que lamento
Quero apenas...nem tento
Busco errado sustento
Nesta frágil forma de vida
Tímida perante o mal
Calada estátua de sal
Mergulho neste poço lento e sujo
Onde não pertenço...
Serei ave doutro mundo
Ilusão ou realidade
É assim me atormento e confundo
É me escondo assustada,,,,,,louca de fragilidade...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

HAICAI

Diamante caído no rio
É apenas vidro
Com muita sede
Margarida Cimbolini

SALVÉ PHILIP

Salvé Phillipe
Sim meu amor
também tu eras do mar
farias hoje 60 '?
as datas.... grande hiato
ou pequeno hiato
fomos sempre esse hiato
.somos ainda hiato.
sob o teu olhar vivia o mar
sob o meu vivia a maresia
qual de nós mais o amaria
qual de nós mais se amaria
Qual a dimensão do tempo
das horas dos meses dos dias
Fostes no nevoeiro da brisa ligeira
mas qualquer vento te levaria....
querias ir....era tempo ...seria ?
Meu poeta... sem poesia..
maior poesia que o amor
na luz... na música .....na paz
que experimentá-mos um dia
Mais um hiato na vida
a nossa respiração nesse dia !.
Foste poeta.... eras poesia
como tu ela é eterna
como tu ela tem corpo
vive na linha mais bamba e mais recta...
a linha da real fantasia
com ela te presenteio neste hiato
em que faz tempo foi teu dia....
Naquele tempo acho que nada temias
só a vida.... pois pra viver morrias.
Tinhas os olhos abertos... verdes
e as longas veias quais canais
negras veias tão breves que mal as vias..
dementes veias que tu serzias
......ainda te amei mais.....
...... Amei-te muito..com um amor que se comia.....
.............não....não te perdi........
......................... Tive uma vida de ti......
Salvé meu amor !
guardei tudo ..nada esqueci..!
Agora tenho versos meu amor
....e hoje eu e o mar canta-mos para ti.
(dedicado a Phillipe Cimbolini,faria hoje 60 anos)

A PEGA E O SEMEADOR

a pega e o semeador
a pega seguia o brilho
corria atrás da estrela
.
.surripiava em sonho o brilho dela.
o semeador semeava brilho
conhecia bem as pegas
galgou-lhe no trilho
ela em cima pega e negra
ele por baixo erecto de falo
roído de raiva
seguia o meneio
.salivando.
o diabo escarpava
praguejando
a estrela em refulgência
airosa
vinha em olfacto de rosa
,a pega sorria..
de negra era a pega jeitosa
queria o brilho da estrela
e o semeador já nada via
era a pega dengosa
.a estrela brilhava vitoriosa.
na terra tudo enlanguescia
a carne fogosa
e enquanto o semeador sofria
engolia o brilho do seu falo em riste
na sombra das asas da pega negra
.a pega num despiste roubou o brilho há estrela.
e brilhante e negra riu de se sentir alada e pega.....
e sentiu o odor da rosa..

FUGA

fuga
fujo dessa nuvem que troveja sem pingo
desses olhos furibundos
que nem me olham nem me vêem
gritam um grito ignorante e sem tréguas
é como se estivesse sempre
escondida onde o mal não me enxerga
num buraco lindo e fundo onde nada me toca
fujo destes seres que não posso amar
conheço agora pessoas boas e más
mas só para poder auscultar-lhes o coração
e é ao som da flauta que o faço
sem medo dei-me de novo há vida
e os meus olhos me velam
porque olho para dentro
dentro a luz é forte
sou filha da lua,irmã do mar,amante do amor
ás vezes escondo-me de mim,quero ser outra
o tempo impede-me ,,espelha-me a mentira
tira -me da água turva,lava-me lambe a sua cria
a vida frágil da borboleta fascina-me
atrai-me o abismo mas não serei testemunho das trevas
e porque nada é eterno nem absoluto nem hermético
desafio a gravidade zangando-me com este corpo que não me segue
como seria o meu voo se fosse pássaro......

BRINDE

Brinde
videira de sangue me sinto
tinto ou vermelho é este vinho
onde em mim me enovelo
de corpo nu
estremeço de frio
sem cobertas e sem beijos
toco esta harpa
dedilhando desejos
roendo medos antigos
labirinto de pequenas veias
estas que me cobrem
azuis .....pequenos ilhas vermelhas
vasos dissimulados nas rugas das minhas mãos
quero uma folha viva a cobrir-me
beijando os meus ombros gelados
quero beijos adamascados
e mãos quentes nodosas e grandes
mas que de jeito ameigado
cubram os meus seios
e lábios sugando estes mamilos de aço
rolando sua língua quente
nas coxas que ergo geladas e sedentas
no umbigo onde fundo a lava que me corre dos poros
e a transformo em neve
no gelo onde encaixo este corpo
quero extirpar-lhe as sensações
desfia-lo por dentro até que grite
estalam os ossos roendo articulações
são seixos pequenas pedras que me marcam
.encontros com excessos .
que não me permito
.avesso de preconceitos e mitos.
perfumes acres e lúbricos
roçam-me as narinas...
e traço as pernas erguidas
fecho-as ao mundo
geladas as veias e os votos
videira de sangue me sinto e sigo
Erguei então os copos e ao gelo dos sentidos
nesta sombra de presságios brindai comigo...

REFLEXOS

REFLEXOS
Parte de mim ,levas-te contigo.
a melhor parte
levas-te os beijos ao fim da tarde
e as praias desertas
onde nos amava-mos
e os meus olhos doces de menina
levas-te a musica que tocávamos
as aves que nos ouviam
foram contigo
só as notas ficaram
e já me não conhecem
já não me saltam dos ouvidos
por vezes surrarão-me tinidos
e fogem
as descaradas
penso
que se escondem na tua guitarra
e esperam por ti
lamento-as
elas não sabem
que já não voltas
levas-te o sangue das tuas veias
o derramado ficou.....
levas-te os mares e as marés
e as madrugadas
levas-te as lágrimas todas
secaram os meus olhos
e dos meus seios secou o leite
e da minha boca secou o sorriso
secaram os meus desejos
e os meus afagos
as flores secaram nos prados
contigo foi a maresia
ficou a minha alma ferida
mesmo assim
meu amor
não renuncio há vida

A ESTRANHA

A estranha
Dentro de mim há uma estranha mulher...
.. coroada de desalentos
tem nos olhos
as marcas do tempo
nas retinas o sal dos Invernos
no corpo o balanço do mar
e no coração o vício de amar
e de o gritar ao vento
Esta estranha que tenho dentro....
vive do meu sangue
retém os meus gestos
fala comigo
mas são meus os seus pensamentos
e dobadas por mim são as linhas que nos cosem
quando olho no espelho esperneiam os meus olhos
de cada uma vejo um lado
imagens sobrepostas e sumarentas como maçãs
flechas disparadas pela vida
que nos unem pelas pontas dos nós
que deixo pender quando teço estas costuras
músicas que ouvi nas viagens das minhas feições
solfejos e rimas de poetas que me sopram silêncios
e que dobo na grande dobadeira
faço grandes novelos de lã macia e quente
Estranha esta estranha mulher que habita em mim
e que pouco a pouco me ensina a tricotar..
Margarida Cimbolini
Pintura de Salvador Dali “Sleep” (1937)