Brinde
videira de sangue me sinto
tinto ou vermelho é este vinho
onde em mim me enovelo
de corpo nu
estremeço de frio
sem cobertas e sem beijos
toco esta harpa
dedilhando desejos
roendo medos antigos
labirinto de pequenas veias
estas que me cobrem
azuis .....pequenos ilhas vermelhas
vasos dissimulados nas rugas das minhas mãos
quero uma folha viva a cobrir-me
beijando os meus ombros gelados
quero beijos adamascados
e mãos quentes nodosas e grandes
mas que de jeito ameigado
cubram os meus seios
e lábios sugando estes mamilos de aço
rolando sua língua quente
nas coxas que ergo geladas e sedentas
no umbigo onde fundo a lava que me corre dos poros
e a transformo em neve
no gelo onde encaixo este corpo
quero extirpar-lhe as sensações
desfia-lo por dentro até que grite
estalam os ossos roendo articulações
são seixos pequenas pedras que me marcam
.encontros com excessos .
que não me permito
.avesso de preconceitos e mitos.
perfumes acres e lúbricos
roçam-me as narinas...
e traço as pernas erguidas
fecho-as ao mundo
geladas as veias e os votos
videira de sangue me sinto e sigo
tinto ou vermelho é este vinho
onde em mim me enovelo
de corpo nu
estremeço de frio
sem cobertas e sem beijos
toco esta harpa
dedilhando desejos
roendo medos antigos
labirinto de pequenas veias
estas que me cobrem
azuis .....pequenos ilhas vermelhas
vasos dissimulados nas rugas das minhas mãos
quero uma folha viva a cobrir-me
beijando os meus ombros gelados
quero beijos adamascados
e mãos quentes nodosas e grandes
mas que de jeito ameigado
cubram os meus seios
e lábios sugando estes mamilos de aço
rolando sua língua quente
nas coxas que ergo geladas e sedentas
no umbigo onde fundo a lava que me corre dos poros
e a transformo em neve
no gelo onde encaixo este corpo
quero extirpar-lhe as sensações
desfia-lo por dentro até que grite
estalam os ossos roendo articulações
são seixos pequenas pedras que me marcam
.encontros com excessos .
que não me permito
.avesso de preconceitos e mitos.
perfumes acres e lúbricos
roçam-me as narinas...
e traço as pernas erguidas
fecho-as ao mundo
geladas as veias e os votos
videira de sangue me sinto e sigo
Erguei então os copos e ao gelo dos sentidos
nesta sombra de presságios brindai comigo...
nesta sombra de presságios brindai comigo...
