quarta-feira, 25 de novembro de 2015

HABÍTO

Habito
Nas manhãs frescas
nascidas nas pontas do luar
Nas manhãs lavadas
pelas chuvas de Novembro
Venho das noites
Filha das trevas irmã da lua
Piso descalça as folhas da terra
Tremo da luz destas manhãs
Crua é esta luz
. piscam.
os meus olhos assustados
Assim me obrigo ao dia! Saí agora do ventre da
vida
sossobro nesta claridade sem véus
, velarei .
A noite virá por mim!
Margarida Cimbolini