cidade de papel
ás vezes gosto da vida que faço
não é a minha vida
gosto da liberdade de estar só
mas não é a minha vida
abro as janelas e não vejo o Tejo
e também não vejo o mar
durmo se tenho sono
acordo e sinto-me culpada,não vi o dia
mas se tivesse visto seria igual
e quando via o mar também era igual
o Tejo no seu reboliço de tainhas cansava-me
gosto do rio e do mar gosto muito das marés
e gosto deste olhar de fora que deito há vida
vista de fora é uma vida boa
mas não é a minha vida a vida não é minha
já é Verão de novo os dias são maiores
vestem-se os ventos de grinaldas e agitam
agitam estas cidades de papel.......
cidades de papel onde todos escrevem alguma coisa...
onde todos navegam em barcos de papel
e alguns gritam ,,aleluia,, sem saber bem porquê
outros atravessam o Tejo todos os dias..........
.............e nem dão por isso..
nas outras cidades onde vivi também era igual
ao fim de um tempo as cidades são todas iguais..
Eu estou onde quero ,gosto da minha cidade...
Não gosto das nuvens carregadas de presságios
.....que ás vezes me sobrevoam..
Viajo muito na minha cabeça ,,viajo nas palavras.. e
os meus dedos viajantes chegam para me cansar....
Já não sei fazer barcos de papel......iam afogar.se....
morrer no corrimão desta espiral..desta escada ...
desta vida de que ás vezes gosto....
Mas não é a minha vida.......
não é a minha vida
gosto da liberdade de estar só
mas não é a minha vida
abro as janelas e não vejo o Tejo
e também não vejo o mar
durmo se tenho sono
acordo e sinto-me culpada,não vi o dia
mas se tivesse visto seria igual
e quando via o mar também era igual
o Tejo no seu reboliço de tainhas cansava-me
gosto do rio e do mar gosto muito das marés
e gosto deste olhar de fora que deito há vida
vista de fora é uma vida boa
mas não é a minha vida a vida não é minha
já é Verão de novo os dias são maiores
vestem-se os ventos de grinaldas e agitam
agitam estas cidades de papel.......
cidades de papel onde todos escrevem alguma coisa...
onde todos navegam em barcos de papel
e alguns gritam ,,aleluia,, sem saber bem porquê
outros atravessam o Tejo todos os dias..........
.............e nem dão por isso..
nas outras cidades onde vivi também era igual
ao fim de um tempo as cidades são todas iguais..
Eu estou onde quero ,gosto da minha cidade...
Não gosto das nuvens carregadas de presságios
.....que ás vezes me sobrevoam..
Viajo muito na minha cabeça ,,viajo nas palavras.. e
os meus dedos viajantes chegam para me cansar....
Já não sei fazer barcos de papel......iam afogar.se....
morrer no corrimão desta espiral..desta escada ...
desta vida de que ás vezes gosto....
Mas não é a minha vida.......
