corpos
do teu corpo anuncio as madrugadas
as noites cheias de sol
anuncio o sabor da tua boca
e as manhãs
anuncio as manhãs de aleluia
onde a tua mão me procurava
onde nos reuníamos de novo
numa sempre nova alvorada
aí onde explorava-mos o corpo
era sempre um novo amor
tangias então a guitarra
enquanto te sussurrava historias de fadas
beijava-te com as palavras
e o teu corpo crescia longo e moreno
sombreando os bordados do meu
contornando-me e enchendo-me de mais desejo
abrias-me as pernas devagar
mordendo os meus mamilos
tecíamos vida e morte
abríamos postigos onde pernoitavam anjos
dobras onde nos dava-mos
vozes que me saiam das mãos a cantar-te
a vagina sempre molhada de beijos
tornava o meu corpo cada vez mais nu
até que não tinha corpo
desaparecia nos teus braços
tudo brilhava a nossa volta
era-mos terrivelmente deuses
as noites cheias de sol
anuncio o sabor da tua boca
e as manhãs
anuncio as manhãs de aleluia
onde a tua mão me procurava
onde nos reuníamos de novo
numa sempre nova alvorada
aí onde explorava-mos o corpo
era sempre um novo amor
tangias então a guitarra
enquanto te sussurrava historias de fadas
beijava-te com as palavras
e o teu corpo crescia longo e moreno
sombreando os bordados do meu
contornando-me e enchendo-me de mais desejo
abrias-me as pernas devagar
mordendo os meus mamilos
tecíamos vida e morte
abríamos postigos onde pernoitavam anjos
dobras onde nos dava-mos
vozes que me saiam das mãos a cantar-te
a vagina sempre molhada de beijos
tornava o meu corpo cada vez mais nu
até que não tinha corpo
desaparecia nos teus braços
tudo brilhava a nossa volta
era-mos terrivelmente deuses
