Meu amor
de ti falo em tal brandura
que de ti nunca serei consequente
falo de ti
como fala a água pura
quando o riacho fala de si á nascente
meu amor quem me dera... quem nos dera
ser eu água e tu Sol poente
nunca mais haverá água tão pura
e como tu um sol lindo e fulgente
caminho nas madrugadas e caminho nos teus passos
mas não há em ninguém tua brandura
ninguém me fala a língua dos riachos
de nenhuma língua percebo
em ninguém ouço a tua voz
e deixando-me assim sozinha e tua
pergunto a Deus que será de nós....
Eu bem que cavalgo no mar alto
bem que em fogo transformo as minhas cinzas
minto bem... só os ucos sabem
e a nenhum deles contei
mas senhores de mim em absoluto me trouxeram
a esta morada onde te encontrei
meu amor deixa que seja ribalta
meu amor não me sigas não me despertes
breve falarei aos ciprestes
deixa que escoe esta ira de me sentir só e fria
ainda quente de ti e do amor que me deste
deixa que siga o caminho ainda que com pele de arminho
daquela de que o lobo se veste
mas se porfias e queres que ainda seja eu
.......... despe-me deixa-me nua
tira-me a pele de cordeiro com que ainda me vestes......
que de ti nunca serei consequente
falo de ti
como fala a água pura
quando o riacho fala de si á nascente
meu amor quem me dera... quem nos dera
ser eu água e tu Sol poente
nunca mais haverá água tão pura
e como tu um sol lindo e fulgente
caminho nas madrugadas e caminho nos teus passos
mas não há em ninguém tua brandura
ninguém me fala a língua dos riachos
de nenhuma língua percebo
em ninguém ouço a tua voz
e deixando-me assim sozinha e tua
pergunto a Deus que será de nós....
Eu bem que cavalgo no mar alto
bem que em fogo transformo as minhas cinzas
minto bem... só os ucos sabem
e a nenhum deles contei
mas senhores de mim em absoluto me trouxeram
a esta morada onde te encontrei
meu amor deixa que seja ribalta
meu amor não me sigas não me despertes
breve falarei aos ciprestes
deixa que escoe esta ira de me sentir só e fria
ainda quente de ti e do amor que me deste
deixa que siga o caminho ainda que com pele de arminho
daquela de que o lobo se veste
mas se porfias e queres que ainda seja eu
.......... despe-me deixa-me nua
tira-me a pele de cordeiro com que ainda me vestes......
