quinta-feira, 2 de junho de 2016

ENTRE A VIDA E A MORTE

entre a vida e a morte
o amor de que nada sei
é assim como a estrela de alva
um pouco como o Sol poente
assim como planta que cresce solta no monte
ou como o azul muito azul que ás vezes é verde
da cor do céu e das águas do mar profundo
e também das pequenas ondas nascidas á beira da maré
..procuro esse amor de que nada sei.
sempre procurei..nasci a berrar e envolta em sangue
nasci desse milagre de amor
e neste tempo e nesta idade preciso dele mais do que nunca
vislumbro já a brancura da morte...não sempre.....
mas ás vezes parece-me tão natural como a vida
.... a vida já conheço ....é assim como um entrar constante
uma constante ida procurando dentro....
.......esse amor de que nada sei.....
da morte desconheço tudo e temo...como se teme
tudo aquilo que se não conhece..........
quero muito amar....amar tudo fundir-me.....
quando se ama fica-se mais perto desse amor
.....................................................................de que nada sei
e mais longe da brancura da morte.......
quero ir ver o mar....o oceano ...essa massa tão forte e tão mansa
vou mais uma vez perguntar-lhe...se viu esse amor de que nada sei.....