terça-feira, 5 de setembro de 2017

CHORO

Chôro
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Chora o poeta o que ama
e num alvoroço !
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É assim pra,quem vive na beira do poço.
No solavanco do sarcasmo....
Na plebeia alegria de estar vivo.
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No quebranto da árvore que abana
tudo deita abaixo o ramo..
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Quem ama fica sempre urdindo um plano
seja aquele de cartão ou de pano
ou de aço..um sonho simplesmente..
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Na fragilidade de ser gente
chora o poeta fremente
e chora porque ama ,,,porque sente
chora o poeta humildemente...
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Mas num instante ..nu....perdido...
....renasce....na sua pobre semente....a vida..
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E nada é maior do que aquilo que se sente;
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Dentro tocam os tambores ...marés acordam fantasia.
pouco a pouco vem a claridade desce suave acalmia.
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Ventos ..brisas...sopram tempestades....
e o poeta sofre alegremente.
ao som da sua melodia..
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Será poeta pr,a sempre.....pobre talvez e demente....
mas contente pois que come e bebe e ama a sua poesia...
Margarida Cimbolini
arte Júlio Pomar