terça-feira, 5 de setembro de 2017

GANAS

Ganas
canto as ganas de mim
feiticeira filha de um jasmim
parida numa ribeira
canto no meu canto rouco
e desabrido
o mistério desta minha alma
feita de amor e de raiva
toda inteira
canto aquele céu que amanhece
a luz de mim quando escurece
a ausência de peneira
quando o Sol duro me arrefece
canto este ser de luz
onde o breu não permanece
e este som de trompette
onde meu âmago estremece
canto o abismo a ribanceira
a loucura frenética dos meus ais
na fragilidade que acontece
e os meus loucos arraiais
onde me entrego
no amor onde o orgasmo sobe e floresce
canto a hora em que de rastos me levanto
e a poesia me possui
e me grita,,,,,,CRESCE !!!!
Margarida Cimbolini