É no vagar
da manhã
que se espraia longa e sinuosa
que procuro a voz da metáfora
Na foz liquida dos limos
No lago cheio de Outono
do pensamento
procuro a mais luminosa das belezas
gosto de vaguear assim no poema
deixando no seu embalo
toda esta fome de ser pássaro
deixando asas de incontidos vôos
Tenho sede de lírios
sede de flores pousadas sobre
nos cabelos...
e das suas raízes
plantadas nas minhas mãos
Tenho sede de lirios...
da manhã
que se espraia longa e sinuosa
que procuro a voz da metáfora
Na foz liquida dos limos
No lago cheio de Outono
do pensamento
procuro a mais luminosa das belezas
gosto de vaguear assim no poema
deixando no seu embalo
toda esta fome de ser pássaro
deixando asas de incontidos vôos
Tenho sede de lírios
sede de flores pousadas sobre
nos cabelos...
e das suas raízes
plantadas nas minhas mãos
Tenho sede de lirios...
