ELA
Aquela casta
que estava á janela
bem se punha nela
tinha olhos negros
e tinha pele bela
Era casta mas tão casta
que tudo era casto nela
Casta de pensamento
Casta nos sonhos
Casta de intento
Mais casta que a lua
fugia dela..
Era casta branca e pura
e só com Sol estava há janela
Na noite ..na noite escura....
rezava no seu altar de lençóis
ainda não revoltos....
E nem ela sabia bem a quem rezava nem porquê!
Na manhã levantava!
Há noite deitava.....
e o lençol na cama suava! Aquela casta já da castidade caçoava!
Um dia abriu mais janela,
abriu mais o corpete.
Abriu seus olhos, pestanejou...
Já se amava e por isso nunca amou
Mas aquela janela,, janela da casta,,já tudo entrava por ela
E hoje nas madrugadas
A janela dela da que era casta e bela
É janela de todos!
Mas a casta nunca amou!
Margarida Cimbolini
Aquela casta
que estava á janela
bem se punha nela
tinha olhos negros
e tinha pele bela
Era casta mas tão casta
que tudo era casto nela
Casta de pensamento
Casta nos sonhos
Casta de intento
Mais casta que a lua
fugia dela..
Era casta branca e pura
e só com Sol estava há janela
Na noite ..na noite escura....
rezava no seu altar de lençóis
ainda não revoltos....
E nem ela sabia bem a quem rezava nem porquê!
Na manhã levantava!
Há noite deitava.....
e o lençol na cama suava! Aquela casta já da castidade caçoava!
Um dia abriu mais janela,
abriu mais o corpete.
Abriu seus olhos, pestanejou...
Já se amava e por isso nunca amou
Mas aquela janela,, janela da casta,,já tudo entrava por ela
E hoje nas madrugadas
A janela dela da que era casta e bela
É janela de todos!
Mas a casta nunca amou!
Margarida Cimbolini
