quarta-feira, 20 de setembro de 2017

ELA



ELA
Aquela casta
que estava á janela
bem se punha nela
tinha olhos negros
e tinha pele bela
Era casta mas tão casta
que tudo era casto nela
Casta de pensamento
Casta nos sonhos
Casta de intento
Mais casta que a lua
fugia dela..
Era casta branca e pura
e só com Sol estava há janela
Na noite ..na noite escura....
rezava no seu altar de lençóis
ainda não revoltos....
E nem ela sabia bem a quem rezava nem porquê! 
Na manhã levantava! 
Há noite deitava.....
e o lençol na cama suava! Aquela casta já da castidade caçoava! 
Um dia abriu mais janela,
abriu mais o corpete.
Abriu seus olhos, pestanejou...
Já se amava e por isso nunca amou
Mas aquela janela,, janela da casta,,já tudo entrava por ela
E hoje nas madrugadas
A janela dela da que era casta e bela
É janela de todos! 
Mas a casta nunca amou!
Margarida Cimbolini