esventrada
esventro-me em espasmos
de ternura
enquanto de lágrimas
me rodeio
nunca assim me queimou a lua
nunca da vida tive tanto receio
ignoro os olhares da bruma
o meu Sol é nevoeiro
pudesse eu ser como a pluma
esvoaçando no teu corpo inteiro
esvoaçando no rio de mim
surjo como alga verde
filha do mar primeiro
depois sou só um nada
que vive de amor de ausência
e em solidão moral profunda
pergunto onde o dia derradeiro
mergulho numa mágoa funda
como se este amor fosse o primeiro
e rejeito-me em raiva ouca
sendo que não ouvi estava mouca
os avisos do mundo inteiro
e porfiei em mim corpo e alma louca
como se beijasse a minha boca
em chamas que não sinto já
nem chamas nem calor nem força
apenas vazio veio de vida desgarrada
só o tempo canta comigo alento
e me diz ser apenas vento um vento cheio de nada.....
de ternura
enquanto de lágrimas
me rodeio
nunca assim me queimou a lua
nunca da vida tive tanto receio
ignoro os olhares da bruma
o meu Sol é nevoeiro
pudesse eu ser como a pluma
esvoaçando no teu corpo inteiro
esvoaçando no rio de mim
surjo como alga verde
filha do mar primeiro
depois sou só um nada
que vive de amor de ausência
e em solidão moral profunda
pergunto onde o dia derradeiro
mergulho numa mágoa funda
como se este amor fosse o primeiro
e rejeito-me em raiva ouca
sendo que não ouvi estava mouca
os avisos do mundo inteiro
e porfiei em mim corpo e alma louca
como se beijasse a minha boca
em chamas que não sinto já
nem chamas nem calor nem força
apenas vazio veio de vida desgarrada
só o tempo canta comigo alento
e me diz ser apenas vento um vento cheio de nada.....
