sexta-feira, 3 de maio de 2019

AI CAFUNÉ AI UÉ

ai cafuné ! ué !
riu-se da morte o larápio
que andava a rondar o fogo
e aquele homem zarolho
da pala mal ajustada
e apareceu-lhe um troçolho
na vista que lhe restava
ai cafuné !! uè !
espera o coração espinho
há beira da madrugada
vem o dia ,vem a noite..
e de espinho não vem nada...
ai cafuné ,ué !
ai cafuné !
Espera a morte o desalento..
acoitada .....escondida no fundo do vento
.............na aresta do tempo
fôra a morte aí achada
inda o tempo não nascera
inda a lã era ovelha
inda do céu cairia
uma ultima geada
e esperando está a morte
por uma dama deitada
a ela lhe prometera
que viria e não veio nada....
ai cafuné ! ué !
ide caminheiro sem medo !!!!!...
aligeirai o costado....
.........e ajeitado o farnel........
guardai convosco o bordel..
mas podeis ir descansado
que tenho a morte comigo.......
......no meio do linho lavado....
E nunca o dia foi noite
Nem bem veio do mal amado
Corto rente com a foice
todo esse mau
olhado !
Ai úe ! Cáfuné !