Venho
Venho dos teus lábios longos e vermelhos
como frutos em pomar abandonado
venho do silêncio da tua casa nua
dos trémulos gestos da tua alma
esquecida que é alma
das tuas mãos vazias mas exigentes
da tua cama fria
que arrefeceu o meu desejo
Sinto ainda os teus dedos a explorarem o meu corpo
a possuir a minha boca
a violar as memórias das giestas...
Venho de um mundo que não quero
Fujo do que não amo feliz aliviada !
Que seria de mim se não tivesse estas asas !!!
Estas asas soltas e leves
que a poesia me empresta...
Venho com o sonho incólume !
Nada me toca porque ao meu lado voam andorinhas !
rebentam risos nos meus poros !
Venho de um sitio onde não fui..
Porque não existe !...
como frutos em pomar abandonado
venho do silêncio da tua casa nua
dos trémulos gestos da tua alma
esquecida que é alma
das tuas mãos vazias mas exigentes
da tua cama fria
que arrefeceu o meu desejo
Sinto ainda os teus dedos a explorarem o meu corpo
a possuir a minha boca
a violar as memórias das giestas...
Venho de um mundo que não quero
Fujo do que não amo feliz aliviada !
Que seria de mim se não tivesse estas asas !!!
Estas asas soltas e leves
que a poesia me empresta...
Venho com o sonho incólume !
Nada me toca porque ao meu lado voam andorinhas !
rebentam risos nos meus poros !
Venho de um sitio onde não fui..
Porque não existe !...
