Neves e orvalhos
Brancuras se adivinhavam por baixo das sebes escuras !
Mas... o verde era imenso gigantesco como um mar em repuxos de vinho..
Esse grande jardim...vivia extravagante como um enorme animal feliz..deixado ao acaso pela vida..livre soberanamente liberto de tudo....
O Sol a custo penetrava nessa exuberância de folhagem..
nessa maré fecunda de ramos
..de flores... de tufos.... de ervas...
Cortinas de flores tapavam as clareiras..
nessa maré fecunda de ramos
..de flores... de tufos.... de ervas...
Cortinas de flores tapavam as clareiras..
As acácias..as rosas os jamins tudo inundava o ar de perfume..
Que entontecia ..! embriagava...como o cheiro acre do amor
que se evolva dos corpos dos amantes saciados...
Que entontecia ..! embriagava...como o cheiro acre do amor
que se evolva dos corpos dos amantes saciados...
O jardim era uma espécie de circo imenso verde e fundo cuja vida latente..das estátuas nuas poisava no leito dos riachos.......
talvez resíduos dos deuses... talvez !emanações do homem ...
talvez resíduos dos deuses... talvez !emanações do homem ...
...quiçá encarnações de almas..
..habilmente escondidas pelo tempo...
..habilmente escondidas pelo tempo...
Fugi..corria louca
pelos atalhos que desbravava...
..os silvados bordavam em mim..
gotículas de sangue...
que o jardim secava a rir...
pelos atalhos que desbravava...
..os silvados bordavam em mim..
gotículas de sangue...
que o jardim secava a rir...
Rolava na erva macia...e respirava alecrim
e madressilva !
e madressilva !
Renascia leve ..volátil...doce....
nessa dimensão onde vivi tão breve...
...como uma branca borboleta !
nessa dimensão onde vivi tão breve...
...como uma branca borboleta !
Margarida Cimbolini
