As horas
As horas gesticulam
agarram rimas e prosas
São às vezes horas mortas
Horas desgarradas incertas
Desabrocham como rosas
às vezes correm
suam rápidas venturosas
Alacres e vaidosas
altaneiras passam
viçosas
Outras desventram o tempo
criam teias e casulos
são horas e lamentos
arrastam tudo morosas
São flores do vento !
Ambíguas oblíquas rancorosas !
Instalam-se em mim as horas
roem fundo e dentro !
Horas indecorosas...
Nem as boas nem as más..nada lamento !
Na vida quero horas vivas !
Que gritem que cantem as minhas horas !
Que sejam pão e fermento !
Que sejam roda a mexer ...
Fogo alto a arder !
Frescas como ribeiras...
Loucas ..tecedeiras !
Eu quero as minhas horas sempre plenas sadias e cheias !
agarram rimas e prosas
São às vezes horas mortas
Horas desgarradas incertas
Desabrocham como rosas
às vezes correm
suam rápidas venturosas
Alacres e vaidosas
altaneiras passam
viçosas
Outras desventram o tempo
criam teias e casulos
são horas e lamentos
arrastam tudo morosas
São flores do vento !
Ambíguas oblíquas rancorosas !
Instalam-se em mim as horas
roem fundo e dentro !
Horas indecorosas...
Nem as boas nem as más..nada lamento !
Na vida quero horas vivas !
Que gritem que cantem as minhas horas !
Que sejam pão e fermento !
Que sejam roda a mexer ...
Fogo alto a arder !
Frescas como ribeiras...
Loucas ..tecedeiras !
Eu quero as minhas horas sempre plenas sadias e cheias !
