domingo, 7 de fevereiro de 2016

ERGO-TE

ergo-te dentro
e já não sei o teu nome
perco nomes e memórias
guardo cheiros tatuados na pele
devias dizer-me o teu nome
para que pudesse sonhar-te
ainda que fosse nome sem rosto
também não recordo os rostos
só os gestos e os sentires
tudo o resto se esfuma
e nas minhas noites insones
já te não invento
devias saber que te chamo
na inconformada solidão
e não sei já o teu nome...
apenas te confundo na noite
que guardei em mim.