São as carpideiras
que chegam
mulheres curtas
de saias inteiras
têm olhos negros
e faces cerosas
usam ventos negros
as mãos cor de bruma
postas a carpir
ângulos no rosto
choram quase a rir
as lagrimas mortas
traçam sulcos fundos
são as carpideiras
a carpir o mundo
eram aves negras
vinham num sussurro
são as carpideiras
que se vão chegando
de volta às lareiras
dunas que separam
o mundo do mundo
à noite noitinha
lá na capelinha
saem as herdeiras
num silêncio fundo
vão. carpir ideias
e na capelinha...
depois de louvado
o pobre defunto
fica só coitado.
mulheres curtas
de saias inteiras
têm olhos negros
e faces cerosas
usam ventos negros
as mãos cor de bruma
postas a carpir
ângulos no rosto
choram quase a rir
as lagrimas mortas
traçam sulcos fundos
são as carpideiras
a carpir o mundo
eram aves negras
vinham num sussurro
são as carpideiras
que se vão chegando
de volta às lareiras
dunas que separam
o mundo do mundo
à noite noitinha
lá na capelinha
saem as herdeiras
num silêncio fundo
vão. carpir ideias
e na capelinha...
depois de louvado
o pobre defunto
fica só coitado.
