domingo, 7 de fevereiro de 2016

SONS

sons
o silêncio esculpe
sons no ar
ondas maleáveis
ondulam no tempo
a manhã escuta
há neblina no ar
espessa húmida e fria
não gosto da manhã
os tempos são só tempos
a manhã a tarde a noite
tempo esquartejado
lamelas de Sol e de chuva
conceitos das horas
prisões que o tempo consagra
sem cor sem razão sem amor
correntes fortes
que magoam os corpos
culpam e esmagam
os seres
é preciso obedecer
fujo do caminho
penduro o lençol
no varal
branco na lua cheia
escarneço do tempo
numa luta insana
viajo no tempo
o inverno arde na tarde
apenas um momento
no sermão do padre
Pois sejai fiéis
No inverso da razão eu e o tempo
na estrofe e na rima come-mos poesia
de manhã do tempo na noite e no dia