A vénia
venero os azuis
que me alegram o Inverno.
e da chuva venero as gotas transparentes
que molham as alvoradas....
e do tempo venero os segundos lentos de Paz
serva das horas nele me alimento.
e dos mestres venero as pegadas.
e das espigas venero,,,,, o sustento.
e dos lilases,,,,,, venero os perfumes
suaves e unos
que adejam no ar
neles me debruço e venero os rios
,,,,,,venerando com eles sua fonte.... o mar....
venero as colmeias e venero os frutos
e os doces momentos em que sou luar
venero o amor que traz alegria
,,,,,,e das mulheres venero Maria ...
com toda a brancura que seu nome traz
venero a alfazema tão fresca e serena
não crescera ela flor que me apraz
Venero com ardor toda a criação
,,,e faço uma vénia longa e demorada
ao elan que nos tira do nada...........
há vida me curvo e peço perdão...
por ser criatura arrogante e irada
e se bem a conheço por ela ensinada
,, curvada me acho colhendo a semente por mim semeada...
Margarida Cimbolini ,