quinta-feira, 16 de março de 2017

FASCÍNIOS

fascínios
são penhascos que se erguem
e tropeço
são veias de sangue
são brilhos de lua
são longos sonos que me fazem sua
espinhos de sons agudos
onde ergo os meus olhos mudos
pois que a voz me escasseia
passos onde caio e demoro
onde me debruço e me encanto
e por fim cansada me levanto
e não estou nunca em casa nunca lá moro
passo.....estou de passagem
mas porquê o abrir desta vagem
se torna assim duro?
conheço eu mal as trevas ?
como se mesmo assim perduro...
são os abismos sempre a minha escolha
serão escolha ou caminho..
pois se só abismados encontro rindo !
é.......é então destino..........não.....
são as suas beiras arenosas agrestes
que cada dia transformo em rosas
e que me servem de cordas
ou são as bordas onde me agarro
................que se fazem rosas...
Margarida Cimbolini