Sinto
Sinto o olhar da pedra
.... que o pé pontapeia
... sinto o seu lamento
a pedra também pranteia !
.... que o pé pontapeia
... sinto o seu lamento
a pedra também pranteia !
E no búzio onde ouço o mar
sinto o sabor salgado
orgasmo da maré cheia...
a levar.me no seu brado !
sinto o sabor salgado
orgasmo da maré cheia...
a levar.me no seu brado !
Sinto o clamor da terra
tremendo dentro de mim
como um sismo de luar
sem princípio e sem fim....
tremendo dentro de mim
como um sismo de luar
sem princípio e sem fim....
Ergo então preces ao céu
em labaredas..em chama
dentro tenho um vulcão ...
e uma alma que ama...
Frágil ..
....sou borboleta
senhora de vida breve..
...
...apaixonada do ar...
onde a respiração ferve.
....
em labaredas..em chama
dentro tenho um vulcão ...
e uma alma que ama...
Frágil ..
....sou borboleta
senhora de vida breve..
...
...apaixonada do ar...
onde a respiração ferve.
....
Quero muito poder voar !
serei eu
... a libelula tonta
rodando há volta da luz.
....
as asas quase a queimar e mesmo assim
serei eu
... a libelula tonta
rodando há volta da luz.
....
as asas quase a queimar e mesmo assim
não repesa
..
... volta e torna a tentar....
repassada de beleza..
..
... volta e torna a tentar....
repassada de beleza..
e a aranha na teia
e o barco a naufagrar
e nos olhos de Maria
os restos do meu altar..
e o barco a naufagrar
e nos olhos de Maria
os restos do meu altar..
Sinto tanto e nada é meu
nem o sorriso do mar...
nem o sorriso do mar...
A minha estrela é um espelho
que uma sereia me deu
num outro fundo de mar
quando a olho ....
retinas soltas...
que uma sereia me deu
num outro fundo de mar
quando a olho ....
retinas soltas...
Sinto estas pálpebras rotas
a esconder de mim casulos
que me fazem deleitar..
Sinto tanto a vida minha !
febril nas veias de sangue
hoje Sol amanhã breu...
a esconder de mim casulos
que me fazem deleitar..
Sinto tanto a vida minha !
febril nas veias de sangue
hoje Sol amanhã breu...
Que venha bater.me à porta quem sinta o mesmo que eu !
