quarta-feira, 15 de março de 2017

POUSOS

Pousos
tombam grossas
longas e tronchudas
lágrimas ou tranças 
tombam sós.
Guarda.me uma gota
uma gota dos seus
lábios
guarda.me um silêncio
já que as palavras
fugiram
e um pouso
na retina dela
e um perpassar de vento no cabelo dele
hei.de chegar
o sangue não perdoa !
das rosas que pari
semeei cardos
das que paris.te
recebi silvas
no peito tenho madres
madressilvas
mas hei.de chegar !
sangue não perdoa
a vida corre em tudo
até no que dói
mesmo no que magoa....
nada é à toa..
o dia há. de chegar
eles vão saber quem é
cada um no seu pouso....
no silêncio..
nas praias do tempo
na esqina da lua
à hora da madrugada....
vamos ser todos nós !
Margarida Cimbolini